Nokia oferece estágios pré-profissionais a estudantes moçambicanos

Nokia oferece estágios pré-profissionais

a estudantes moçambicanos

 

A multinacional finlandesa das telecomunicações Nokia vai oferecer quatro estágios a igual número de finalistas de cursos superiores em Moçambique por um período de seis meses para cada, desde que tenham obtido um bom aproveitamento académico. Para além dos estágios, aquela multinacional predispõe-se a organizar pelo menos um curso formal por ano, com duração máxima de duas semanas, para uma instituição de ensino superior e para um máximo de vinte estudantes provenientes dos Centros de Emprego, instituições de ensino superior e de Centros de Formação.

Para o efeito, foi assinado, segunda-feira 4 de Setembro, um memorando de entendimento entre a Nokia e o Instituto Nacional do Emprego (INEP), à luz do qual a multinacional vai, igualmente, formar mentores, organizar seminários de capacitação destinados a jovens candidatos ao mercado do emprego cujas competências e habilidades precisam de ser aprimoradas.

De acordo com o director do Instituto Nacional de Emprego, Juvenal Dengo, a assinatura deste memorando insere-se no âmbito da promoção do emprego e de estágios profissionais para os jovens.

“Desde a aprovação do Regulamento dos Estágios Profissionais, em 2013, o Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social tem desencadeado acções visando a identificação de parceiros que possam acolher jovens estagiários que se inscrevem nos centros de emprego ou provenientes de centros de formação que precisem de aprimorar as suas habilidades”, explicou Juvenal Dengo.

Para o director do INEP, este memorando reveste-se de capital importância na medida em que a Nokia é um gigante das tecnologias de informação e comunicação, o que vai ajudar os jovens a aplicar o conhecimento adquirido durante a sua formação.

Por seu turno, Sami Reineck, representante da Nokia em Moçambique, considera que este memorando vai abrir espaço para a transferência de tecnologia através da formação de jovens e quadros moçambicanos.

“Esperamos trazer os nossos quadros, que vão interagir com jovens moçambicanos. O que queremos é desenvolver o capital humano e isso vai ajudar a desenvolver o país”, disse Sami Reineck.

Este memorando de entendimento foi assinado no quadro da visita de trabalho que o ministro da Economia e Emprego da Finlândia, Jari Lindston, efectuou ao país nos dias 4 e 5 de Setembro, no âmbito do estreitamento das relações comerciais e de cooperação entre os dois países.

Durante a visita, Jari Lindston foi recebido pela ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo. Os dois dirigentes abordaram a questão sobre a implementação do Programa Quinquenal do Governo cujo epicentro é a promoção de emprego, melhoria da produtividade e competitividade, bem como a Política de Emprego, aprovada em 2016.

Vitória Diogo anotou que várias medidas de reforma tem vindo a ser implementadas com vista a melhorar o ambiente de negócios, estimular as micro, pequenas e médias empresas e promoção o empreendedorismo.

Outra prioridade elencada pela governante é o de Desenvolvimento do Capital Humano no âmbito da qual o país regista resultados encorajadores no que diz respeito à distribuição do livro escolar, contratação de professores, construção e reabilitação das instituições públicas de educação e Centros de Formação Profissional.

Moçambique é um dos sete países do mundo que recebem ajuda financeira para o desenvolvimento à luz do programa político adoptado pelo Governo da Finlândia desde 2007. Nesta lista, ocupa a segunda posição, depois da Tanzânia, recebendo uma média anual de 37 milhões de euros.