Admissões directas dominam o mercado de emprego nos primeiros dias do ano

As empresas da Província central da Zambézia protagonizaram o recrutamento de 129 cidadãos, candidatos a emprego, durante as primeiras duas semana do ano de 2017, sem precisar de recorrer a operadores ou agências especializadas de emprego, incluindo os centros de emprego do Governo, nomeadamente do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFP).Outros 93 candidatos a emprego estão a frequentar um curso profissionalizante em hotelaria e turismo no Distrito de Milange, distribuídos em cozinheiros (com 40 beneficiários), empregados de mesa e bar (37) e corte e costura com 16, todos com recurso a uma unidade móvel, especializada em hotelaria e turismo, destacando-se 42 mulheres.Quanto aos candidatos que preencheram as vagas abertas em algumas empresas que operam naquela parcela do país, distribuíram-se pelos diversos sectores de actividade, cujas empresas abriram vagas par a entrada de novos trabalhadores, enquanto, no mesmo período, o Centro de Emprego do INEFP não procedeu á nenhuma colocação ou oferta de emprego por parte de empresas com quem tem parcerias, tal como tem sido frequente, sobretudo sempre que estas procuram de mão-de-obra treinada ou experiente no mercado laboral local.Os ramos de comércio, agricultura, serviços, mecânica auto e de turismo foram os principais provedores de postos de trabalho durante os primeiros dias do ano ora iniciado, ao nível do sector privado, todos eles com contratos a termo indeterminado, ou seja, permanentes e sem nenhum em regime sazonal.Com base neste universo de candidatos a emprego absorvidos, conclui-se que o nível de oferta de emprego, durante as duas semanas do ano, naquele ponto do país, esteve acima da procura, ao se ter registado candidatos inscritos nos centros de emprego e agências privadas de recrutamento de mão-de-obra, declarando-se desempregados e que precisavam de trabalhar, relativamente às vagas disponibilizadas pelas empresas em diferentes áreas de actividade.Não se trata de um fenómeno novo pois, não obstante o circuito informal dispor de muitos desempregados, vezes há em que os centros e agências de emprego registam poucos candidatos a emprego inscritos, em algumas vezes com oferta de vagas acima do número de candidatos, como foi o caso das últimas duas semanas. No âmbito da parceria público-privada, os centros públicos têm recebido solicitação de candidatos a emprego, formulada por empresas, para o preenchimento de vagas existentes em diversas especialidades, cuja colocação, havendo candidatos inscritos ou qualificados para o efeito, é feita pela mesma via, isto é, através dos centros.Trata-se de uma participação activa das empresas no âmbito da implementação das políticas activas de emprego, levadas a cabo pelo executivo, que visa a criação de mais empregos para os cidadãos. Na legislação laboral vigente, nada obsta que as empresas e outras iniciativas económicas recrutem pessoas candidatas a emprego, directamente na empresa, para o provimento das vagas que criam, de acordo com as suas necessidades empresariais, sem precisarem de autorização do Governo, desde que o país adoptou as políticas de economia de mercado.Contudo, a única obrigatoriedade observada pelos empregadores, no concernente ao recrutamento da mão-de-obra, é a submissão, após a admissão dos candidatos e o início do exercício de actividades, das respectivas listas nominais às autoridades da Administração do Trabalho, para efeitos de planificação e estatísticas do Estado.Razão pela qual, algumas empresas preferem a selecção e admissão local da mão-de-obra necessária, enquanto outros usam a via técnico-formal de recrutamento, através dos centros e agências de emprego, com base em critérios e referências pré-estabelecidos para cada especialidade a que os candidatos se destinam. Com a entrada da Folha de Relação Nominal electrónica, desde o ano passado, este processo tem conhecido muita celeridade e maior simplificação processual e administrativa, facto que sido apontado como um dos contributos para a melhoria do ambiente de negócios no país. Jafar Buana