Mais de 2 mil trabalhadores procuraram mudar de emprego em 2016

A procura por um outro emprego, potencialmente melhor, foi a opção tentada por muitos trabalhadores no activo e que engrossaram a lista de candidatos a emprego durante o ano transacto na Província nortenha do Niassa e, consequentemente, os registos sobre o número de cidadãos desempregados, isto é, encontrando-se à procura de vagas, também tenderam a aumentar, relativamente ao período homólogo anterior.Um total de 2.391 dos candidatos a emprego absorvidos pelo mercado de trabalho da Província do Niassa, durante o período em alusão, fez candidatura como opção para um outro emprego e não porque os cidadãos se encontravam na condição de desempregados, segundo dados das autoridades locais da Administração do Trabalho, fazendo leitura aos dados sobre candidatos a emprego registados nos centros de emprego e outras agências de recrutamento de mão-de-obra.Niassa empregou, durante o ano passado, um universo de 9.550 cidadãos, entre os quais 1.477 do sexo feminino, em diferentes áreas de actividade económica, dos sectores privado e público, onde se destacaram o comércio com mais postos de trabalho criados, ao totalizar 2.698 empregos, seguindo-se da agricultura (com 1.489 empregos), educação (1.709), transporte e armazenamento 1.269, a construção civil com 1.246 postos, enquanto a actividade financeira e de seguro absorveu 345 candidatos a empregos. Na administração pública foram admitidos 2.152 (incluindo744 mulheres), enquanto no âmbito dos Fundos descentralizados, nomeadamente o de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo Sete milhões, foram criados 1.336 postos de trabalho, tendo o Fundo da Paz e Reconciliação Nacional proporcionado 359 postos de trabalho, em toda a Província.Entretanto, os candidatos ao primeiro emprego, registados nos centros de emprego de Lichinga e Cuamba, foram superiores aos que procuravam por um novo emprego. Nessa perspectiva, 3.008 candidatos foram registar-se nos dois centros em referência, procurando o seu primeiro emprego na vida, enquanto outros candidatos na mesma condição, entraram no mercado de emprego através de admissões directas nas empresas que abriram vagas no período.Com a entrada de novos investimentos, que tem-se registado em diferentes Distritos e sectores de actividade económica, sobretudo no sector privado, desde o externo até o nacional, a mudança de um emprego para outro na Província do Niassa, e isso tem vindo a acontecer um pouco por todas as Províncias, já constitui um dado sempre presente, nos últimos tempos, em parte devido à vontade dos candidatos em verem as suas condições de trabalho e de vida melhoradas, numa perspectiva de que algumas empresas ou projectos pagam melhores salários que outros, incluindo pela garantia de progressão nas carreiras e por um emprego não precário prometidos pelos empregadores.  Jafar Buana