Ministra do Trabalho diz que promoção do emprego não é assunto exclusivo do Estado

A promoção do emprego não deve ser vista como um assunto exclusivamente do Estado pois, trata-se de uma matéria transversal e multissectorial, em que cada actor do mercado e a sociedade em geral pode jogar um papel muito importante, para que o desemprego seja combatido unindo os esforços.Esta observação foi feita esta Segunda-Feira, na Machava, Província de Maputo, pela ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, durante uma visita à Associação Moçambicana de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), onde presenciou a assinatura de um memorando de entendimento entre a sua instituição, através do INEFP, com a ADPP, visando a formação profissional e acolhimento de jovens para estágios pré-profissionais.Vitória Diogo apontou o memorando cuja assinatura acabava de testemunhar como sendo uma demonstração de que “a responsabilidade de promoção de emprego não cabe apenas ao Estado e um claro exemplo de que juntos podemos maximizar os recursos e lograr resultados positivos”, prosseguindo que com o instrumento se espera, numa acção conjugada entre as duas instituições, se materialize o programa de formação profissional de duas mil raparigas no Distrito de Nacala, nos próximos cinco anos, em áreas antes consideradas como profissões masculinas, como são os casos de electricidade e serralharia, tornando-as cidadãs relevantes na produção de bens e serviços, como também colocando-as lado a lado com os homens, em termos de oportunidade de acesso ao emprego.Ainda no mesmo âmbito, espera-se que cerca de meia centena de formadores dos Centros de Formação Profissional do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INFEP) actualizem seus conhecimentos em psico-pedagogia, melhorando assim o seu desempenho e elevando, consequentemente, a qualidade do produto que sai dos centros, ou seja, o formando. As associações de ex-mineiros, viúvas e seus dependentes também poderão ser capacitados em áreas como agro-processamento e pecuária, contribuindo para o aumento da produtividade e melhoria das suas condições de vida.Razão pela qual, a ministra exemplificou os 119.797 novos empregos criados ao longo do I semestre deste ano como tendo tido o acento tónico do sector privado, a mesma situação registada em relação à formação profissional, onde foram beneficiados, no mesmo período,46.810 cidadãos, maioritariamente jovens, contribuindo assim para aumentar as condições de empregabilidade dos nossos jovens, através de diversas iniciativas, incluindo parcerias com o sector produtivo.Isto levou à governante a chamar estas parcerias uma das medidas que o Governo tem vindo a tomar, promovendo mecanismos que assegurem a realização de estágios pré-profissionais, como uma plataforma para a descoberta de talentos profissionais e uma oportunidade para expor os jovens a um ambiente laboral.